Depois
de muito tempo querendo subir o morro do Tucum, enfim estávamos eu e meu irmão
(Rodolpho) sentido à BR-116, por volta das 08:00 hs da manhã. Da estrada já
podíamos visualizar grande parte da Serra do Mar, incluindo o próprio Tucum,
prometendo ser um belo dia de caminhada. Conforme orientações obtidas na
internet, passamos o posto Túlio e entramos na primeira estrada de terra do lado
direito, pelo qual prosseguimos por alguns poucos quilômetros até a
fazenda da bolinha. Iniciamos a trilha por volta das 10:00 hs abaixo de sol intenso,
o que não causou muitos problemas já que grande parte da trilha é feita dentro da
floresta.
Passados alguns belos riachos (água não é o problema nesta trilha) nos deparamos com uma das figuras mais famosas da trilha do Tucum, um imenso ceboleiro (Phytolacca dioica) que, de tão grande, precisaríamos de pelo menos mais sete pessoas para abraçá-lo.
Araçazeiro de grande porte (à esquerda) e o grande ceboleiro (à direita).
Neste ponto da trilha são comuns árvores de grande porte, como um belíssimo araçá (Psidium cattleianum) que abre sua copa a mais de 20 metros de altura. Depois de aproximadamente 1 hora de caminhada sem muito esforço, já havíamos passado a bifurcação que dá acesso ao morro do Ciririca e nos encontrávamos no limite entre a floresta e os campos de altitude.
Riacho no começo da trilha (à esquerda) e bifurcação para acesso ao Ciririca (à direita).
Ao deixarmos a floresta para trás, chegamos ao ponto que requer o
maior gasto de energia de toda a caminhada, a subida para o morro Camapuã.
Daqui ainda não se avista o Tucum, apenas uma grande rampa de alta declividade, praticamente toda coberta por vegetação campestre, onde se destacavam alguns indivíduos de ipê-da-serra (Handroanthus catarinensis) com suas belas flores amarelas.
Início da subida para o Camapuã
Não se trata de uma grande distância, porém seu grau de
inclinação, aliado a um sol escaldante, tornam essa subida um verdadeiro
desafio. Mas como se diz, ”a vista lá de cima vale o esforço da subida” e
realmente valeu, agora podíamos visualizar não somente o Tucum, mas também o
PP, Itapiroca, Caratuva, Ciririca, etc... A mesma imagem que há muito tempo eu tinha visto reproduzida em um quadro na sala do meu professor, agora estava diante de meus olhos.
Vista do Camapuã para o morro do Tucum (primeiro plano) e Pico Paraná (ao fundo).
Após um tempo para descansar e admirar esta paisagem
magnífica, retomamos a caminhada até o morro do Tucum, separado de nós apenas
por um grande vale. Apesar de parecer ser mais uma subida extenuante como a do
Camapuã, o grau de exigência da subida para o Tucum é muito menor, apresentando
inclusive um excelente lugar para coletar água do lado esquerdo da trilha, mais
ou menos na metade da subida. Ao chegarmos ao cume do Tucum, aos 1.741
m.s.n.m., fomos presenteados com um belíssimo visual praticamente sem nuvens,
de onde podíamos avistar toda a Serra do Mar e até mesmo o litoral.
Vista do cume do morro do Tucum para o Pico Paraná.
Fotos: Renann Vieira e Rodolpho Vieira
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