30 de janeiro de 2014
Conforme previsto, amanhece em Antonina mais um
dia de céu azul, pouquíssimas nuvens e um calor intenso, prometendo um belo dia
para um ataque na Serra da Prata. Com carona arranjada, partimos por volta das
07:00 hs (eu e o Ollyver) rumo ao km 24 da BR-277, local de acesso para a
estrada da Limeira e do início de uma das trilhas para a subida da Serra da
Prata.
Serra da Prata vista da estrada da Limeira.
Deste ponto, iniciamos a caminhada por pouco mais de 7 km até a casa do
sr. Jaime, localizada logo após a ponte Morro Alto III, recém construída após os
grandes deslizamentos de terra ocorridos no ano de 2011. Feitas as devidas
apresentações, seguimos por volta das 09:00 hs até uma trilha que se inicia
poucos metros à frente da casa, do lado esquerdo da estrada e que cruza um
pequeno riacho. Como não conhecíamos a trilha pensamos em pegar água ali mesmo,
porém logo desistimos acreditando que encontraríamos algum lugar com água de
melhor qualidade. Após passarmos por um matagal, adentramos a floresta e logo
identificamos às fitas refletivas junto às árvores e que nos acompanharam por
toda a subida (excelente marcação da trilha). Sem dúvida nenhuma que qualquer
amante de belas florestas ficaria extasiado diante de tanta beleza, não sendo
exagero imaginar estar andando em florestas primárias, compostas por árvores
gigantes raramente encontradas em outros locais. Depois de aproximadamente 1h de caminhada nos
deparamos com uma trilha secundária, marcada com setas amarelas nos troncos das
árvores, pela qual seguimos imaginando se tratar de um ponto de água. Tal trilha
desce por um vale até um bananal, de onde é possível acessar um rio
visivelmente afetado pelos deslizamentos de 2011 e que, na ocasião, apresentava
uma água amarelada. Aproveitamos este local para tomar um banho e fizemos nossa
primeira refeição, por onde ficamos por pouco mais de meia hora. Retornando a
trilha principal, marcada pelas fitas reflexivas, logo nos deparamos com
pequeno riacho de águas cristalinas, onde abastecemos nossas garrafas para
seguir.
Após algum tempo de caminhada, a trilha que até então não apresentava grandes declividades dá lugar a uma pirambeira, algumas vezes passando logo acima de grandes movimentações de terra, onde ninguém gostaria de estar em uma tempestade. Na medida em que vencemos a altitude, a exuberante floresta diminui drasticamente de altura, onde se observa um verdadeiro espetáculo formado por inúmeras epífitas, principalmente bromélias que colorem a floresta com suas flores vermelhas e amarelas. Passados mais alguns deslizamentos começamos a adentrar nas altitudes mais elevadas desta serra, denunciada pela presença de matacões e de uma floresta tipicamente altomontana, composta por árvores baixas e de fustes retorcidos. Após alguns minutos de caminhada, deixamos a floresta para trás e começamos a caminhar por belíssimos campos de altitude, até um pequeno vale coberto por árvores e por onde passa um pequeno riacho, onde fizemos mais uma refeição e pudemos reabastecer nossa água, que a essa altura já tinha acabado. A partir daqui a caminhada se torna muito mais leve, quase sempre andando pelo campo e seguindo direto até o cume, agora possível de ser avistado. No final da última subida, logo abaixo do cume, chegamos a uma área de acampamento que seguramente abriga duas barracas pequenas (não mais que isso) e de onde se acessa o cume da Serra da Prata.
Após 7 horas de caminhada,
por volta das 16:00 hs, fomos recompensados
com uma belíssima vista da Serra do Mar e um mar de nuvem para o lado do
litoral. Enquanto descansávamos, a aproximação de nuvens nos causou certa tensão,
fazendo com que apressássemos a descida, vencida após pouco mais de 3 horas.
Rio localizado após a trilha com setas amarelas (à esquerda) e riacho localizado na trilha principal (à direita).
Após algum tempo de caminhada, a trilha que até então não apresentava grandes declividades dá lugar a uma pirambeira, algumas vezes passando logo acima de grandes movimentações de terra, onde ninguém gostaria de estar em uma tempestade. Na medida em que vencemos a altitude, a exuberante floresta diminui drasticamente de altura, onde se observa um verdadeiro espetáculo formado por inúmeras epífitas, principalmente bromélias que colorem a floresta com suas flores vermelhas e amarelas. Passados mais alguns deslizamentos começamos a adentrar nas altitudes mais elevadas desta serra, denunciada pela presença de matacões e de uma floresta tipicamente altomontana, composta por árvores baixas e de fustes retorcidos. Após alguns minutos de caminhada, deixamos a floresta para trás e começamos a caminhar por belíssimos campos de altitude, até um pequeno vale coberto por árvores e por onde passa um pequeno riacho, onde fizemos mais uma refeição e pudemos reabastecer nossa água, que a essa altura já tinha acabado. A partir daqui a caminhada se torna muito mais leve, quase sempre andando pelo campo e seguindo direto até o cume, agora possível de ser avistado. No final da última subida, logo abaixo do cume, chegamos a uma área de acampamento que seguramente abriga duas barracas pequenas (não mais que isso) e de onde se acessa o cume da Serra da Prata.
Local de acampamento logo abaixo do cume.
Cume da Serra da Prata
Texto e fotos: Renann Vieira.
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