segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Serra da Prata


30 de janeiro de 2014

Conforme previsto, amanhece em Antonina mais um dia de céu azul, pouquíssimas nuvens e um calor intenso, prometendo um belo dia para um ataque na Serra da Prata. Com carona arranjada, partimos por volta das 07:00 hs (eu e o Ollyver) rumo ao km 24 da BR-277, local de acesso para a estrada da Limeira e do início de uma das trilhas para a subida da Serra da Prata.
 

Serra da Prata vista da estrada da Limeira.
 
Deste ponto, iniciamos a caminhada por pouco mais de 7 km até a casa do sr. Jaime, localizada logo após a ponte Morro Alto III, recém construída após os grandes deslizamentos de terra ocorridos no ano de 2011. Feitas as devidas apresentações, seguimos por volta das 09:00 hs até uma trilha que se inicia poucos metros à frente da casa, do lado esquerdo da estrada e que cruza um pequeno riacho. Como não conhecíamos a trilha pensamos em pegar água ali mesmo, porém logo desistimos acreditando que encontraríamos algum lugar com água de melhor qualidade. Após passarmos por um matagal, adentramos a floresta e logo identificamos às fitas refletivas junto às árvores e que nos acompanharam por toda a subida (excelente marcação da trilha). Sem dúvida nenhuma que qualquer amante de belas florestas ficaria extasiado diante de tanta beleza, não sendo exagero imaginar estar andando em florestas primárias, compostas por árvores gigantes raramente encontradas em outros locais.  Depois de aproximadamente 1h de caminhada nos deparamos com uma trilha secundária, marcada com setas amarelas nos troncos das árvores, pela qual seguimos imaginando se tratar de um ponto de água. Tal trilha desce por um vale até um bananal, de onde é possível acessar um rio visivelmente afetado pelos deslizamentos de 2011 e que, na ocasião, apresentava uma água amarelada. Aproveitamos este local para tomar um banho e fizemos nossa primeira refeição, por onde ficamos por pouco mais de meia hora. Retornando a trilha principal, marcada pelas fitas reflexivas, logo nos deparamos com pequeno riacho de águas cristalinas, onde abastecemos nossas garrafas para seguir.


 Rio localizado após a trilha com setas amarelas (à esquerda) e riacho localizado na trilha principal (à direita).
 
Após algum tempo de caminhada, a trilha que até então não apresentava grandes declividades dá lugar a uma pirambeira, algumas vezes passando logo acima de grandes movimentações de terra, onde ninguém gostaria de estar em uma tempestade. Na medida em que vencemos a altitude, a exuberante floresta diminui drasticamente de altura, onde se observa um verdadeiro espetáculo formado por inúmeras epífitas, principalmente bromélias que colorem a floresta com suas flores vermelhas e amarelas. Passados mais alguns deslizamentos começamos a adentrar nas altitudes mais elevadas desta serra, denunciada pela presença de matacões e de uma floresta tipicamente altomontana, composta por árvores baixas e de fustes retorcidos. Após alguns minutos de caminhada, deixamos a floresta para trás e começamos a caminhar por belíssimos campos de altitude, até um pequeno vale coberto por árvores e por onde passa um pequeno riacho, onde fizemos mais uma refeição e pudemos reabastecer nossa água, que a essa altura já tinha acabado. A partir daqui a caminhada se torna muito mais leve, quase sempre andando pelo campo e seguindo direto até o cume, agora possível de ser avistado. No final da última subida, logo abaixo do cume, chegamos a uma área de acampamento que seguramente abriga duas barracas pequenas (não mais que isso) e de onde se acessa o cume da Serra da Prata.
Local de acampamento logo abaixo do cume.
 
Após 7 horas de caminhada, por volta das 16:00 hs,  fomos recompensados com uma belíssima vista da Serra do Mar e um mar de nuvem para o lado do litoral. Enquanto descansávamos, a aproximação de nuvens nos causou certa tensão, fazendo com que apressássemos a descida, vencida após pouco mais de 3 horas.
 
Cume da Serra da Prata
 
 
Texto e fotos: Renann Vieira.

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